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Artigo: Biocombustíveis
Área: Relações intenacionais
Autor(es): Henrique Cruz | | | | | | | | |
 
Notícias referentes aos biocombustíveis, seus efeitos, suas vantagens e desvantagens, têm se tornado comuns no nosso dia-a-dia há algum tempo.
Em meio a anúncios polêmicos com relação aos supostos males que essas novas formas de energia podem trazer ao meio-ambiente, o Brasil coloca-se na posição de defensor, principalmente por ser um dos pioneiros nas pesquisas relacionados às mesmas.
De um lado, temos a mídia da Europa e dos EUA abrindo campanhas antibiocombustível, do outro, temos o presidente Lula e os ministros ligados ao etanol buscando meios para se defender dos ataques que surgem, inclusive da Organização das Nações Unidas, que esse ano, através de uma declaração surpreendente, tachou o biocombustível como “crime contra a humanidade”.
Jornais europeus destacam que cientistas e até os governos criticam os ganhos ambientais e econômicos dos biocombustíveis, o coro de acusações condena o impacto que a fonte de energia teria em zonas como a Indonésia e América do Sul.
Como podemos perceber, as críticas contra o etanol, o biodiesel, o bioetanol, entre outras fontes de energia alternativas tem crescido e o Brasil mostra-se disposto a reagir. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, afirmou recentemente que o governo planeja criar um projeto para estabelecer uma estratégia permanente de comunicação em defesa do produto. Um dos pontos positivos defendidos é que o uso do etanol reduz a poluição ambiental nas grandes cidades. Além disso, os ganhos com a redução dos gases estufa obtida com a troca da gasolina pelo álcool são indiscutíveis, contando que a substituição baseie-se na produção sustentável de biomassa.
Definir se o biocombustível é herói ou vilão é tarefa complexa. Ultimamente uma das questões que tem se debatido é que o uso de colheitas para pesquisas ligadas ao biocombustível leva ao aumento nos custos dos programas de alimentação da ONU. Há argumentos, como o do relator da ONU, o suíço Jean Ziegler, que dizem que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustível reduz a superfície destinada aos alimentos e contribui para o aumento dos preços. O biocombustível é, nesse caso, visto como empecilho contra o combate à fome, porém, devemos convir que se pautar somente em tal afirmação seria algo hipócrita, afinal, os problemas da fome vão muito além, e são, de longe, mais antigos que a questões do biocombustível.
É preciso haver clareza na apuração e julgamento, afinal, não restam dúvidas de que a humanidade precisa, o mais rápido possível, investir em novas tecnologias que promovam a diminuição da emissão de gases como o CO2 na atmosfera, entre outros detritos causadores de problemas.
É necessário tomar consciência de que a sustentabilidade é a cada dia mais importante, e que precisamos obtê-la o quanto antes. Hoje (ainda) vivemos na era do petróleo, mas isso não será para sempre.
A comunidade internacional deve estudar de forma cautelosa os prós e contras do desenvolvimento de novas energias, visando obter soluções práticas que tragam benefícios às sociedades, evitando provocar danos maiores ao planeta, é claro, e observar que o Brasil, pelo menos, tem feito sua parte, mesmo que cometa erros (que podem muito bem ser reparados).
 
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