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Artigo: O adeus de Fidel Castro
Área: Relações internacionais
Autor(es): Patricia Gomes Muniz | | | | | | | | |
 
No poder cubano desde a revolução comunista de 1959, Fidel Castro anunciou em carta publicada no jornal oficial do partido comunista, o gramma, que não irá concorrer novamente ao cargo de Presidente do Conselho do Estado.
Em sua mensagem publicada no gramma Fidel diz que : ”(...) não desejarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho do Estado e Comandante Chefe (...).”
Em um outro trecho deste mesmo comunicado o lider cubano fala que: “(...) trairia minha consciência ao ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, o que não estou em condições físicas de oferecer. Digo isto sem drama (...).”
Fidel enfrenta problemas de saúde desde julho de 2006, problemas estes que o obrigaram a se afastar do cargo de Presidente do Conselho do Estado e Comandante Chefe , delegando –os ao seu irmão Raul Castro, que governa país desde então, e que no dia 24 de fevereiro de 2008 foi eleito efetivamente para tais cargos pela Assembléia Nacional, com forte influência de Fidel.
A eleição de Raul como sucessor de Fidel, levantou muitas indagações, sobre o futuro de Cuba. Em reportagem a revista Veja a socióloga Marifeli Pérez Stable, vice-presidente do Diálogo Interamericano, um centro de análises políticas em Washington, diz: “ não ver perspectiva de democracia em Cuba em um futuro próximo e também não esta certa de que condições favoráveis a transição possam emergir a curto prazo.”
Em matéria publicada no site da BBC Brasil em 20 de fevereiro de 2008, o historiador argentino José Garcia Hamilton diz que : “ Fidel virou um ditador pior que seu principal inimigo, Fulgêncio Baptista, e que a diferença entre ambos é que Fidel permaneceu no poder por mais tempo.” Hamilton compara Fidel a Bolivar e San Martin, que sengundo o historiador “ Chegaram ao poder graças á libertação dos povos, mas depois tentaram se perpetuar no cargo, no entanto, diferentemente destes foi o único a deixar um irmão no poder.”
O site venezuelano Pilitik diz que : “ A Venezuela e o mundo respeitam a decisão de Fidel”. Em matéria do mesmo nome o site apresenta algumas declarações sobre a renuncia de Fidel. Entre elas a do chanceler venezuelano Nicolás Maduro que afirma que : “ Fidel cumpriuum papel histórico de primeira ordem nos últimos 50 anos da história do nosso mundo. Para quem estude a história da América Latina e da humanidade nos últimos 50 anos, sempre tera que contar com o antes e o depois de Fidel Castro e o antes e o depois da Revolução Cubana. Assim se poder dizer que Fidel Castro cumpriu sua missão com a humanidade.”
Esta mesma reportagem traz ainda uma declaração do Presidente brasileiro Luís Inácio Lula da silva que elogia a iniciativa de Fidel ao dizer que: “ O mito continua. Fidel é o único mito vivo na história da humanidade.Tomou a iniciativa e acreditou que isso era bom para Cuba, de forma que o Brasil esta satisfeito que seja assim, um processo muito tranquilo.”
Embora muito apoiado pelos principais líderes dos países latinos, Fidel Castro ainda é visto por muitos países como um ditador. Para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush “ a renúncia de Fidel Castro deve ser o começo da transição democrática em cuba e que esta transição deveria acabar em eleições livres e justas.” Como visto em matéria publicada na folha online de 19 de fevereiro de 2008.
Na Europa o ministro sueco da relações exteriores Carl Bildt disse que :” a saída de Fidel pode ser o início da democracia em Cuba. A renúncia deste é o fim de uma era que começou em liberdade e acabou em opressão.” ( Folha online – 19/02/2008)
A renúncia de Fidel gerou uma grande repercução em todo o mundo, houveram diversas manifestações contra e a favor da decisão do líder cubano, apesar do fato não apresentar uma grande surpresa, já que Fidel vem sofrendo sérios problemas de saúde e estar afastado do cargo a mais de um ano. No entanto, Fidel tornou-se , como dito pelo Presidente Lula, um mito, e mesmo que inesperada sua renuncia causou grande impacto. Principalmente nas especulações sobre como será Cuba sem Fidel no comando. Para os Estados Unidos e seus aliados, embora esta renúncia possa significar uma transição para democracia, o discurso em relação as restrições tão prejudiciais a Cuba permane os mesmo.
Os países latino-americanos mostraram grande consentimento para com Fidel Castro, exaltando sua qualidades como líder, mas não observaram também seus defeitos como lider. Defeitos estes que prejudicaram principalmente o povo cubano, que é quem mais sofre com toda esta situação. A renúncia de Fidel em praticamente todos os meios foi vinculada tendo fidel como figura principal de cuba, mas o que poucos perceberam é que as mudanças políticas de Cuba iram repercutir sobre o seu povo, que vive em condições restritas e almeja por um futuro melhorcom ou sem Fidel.
 
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